[Histórias de Vida] Sra. na Rua Augusta

Rua Augusta - Lisboa.
Amigos, tomo hoje a liberdade de dar a conhecer a história desta Senhora que está quase diariamente na Rua Augusta , acompanhada dos seus 3 belos Cães que a adoram de ,a pedir esmola. 
Falha minha que não tive a amabilidade de lhe perguntar o Nome.
A vida desta Senhora na casa dos seus 60 anos, segundo as suas palavras, deu uma volta de 360 Graus, desde há 2 Anos quando recebeu a triste noticia da Morte da FILHO,NORA e NETO num acidente de carro em Canal Caveira no regresso de férias, por um individuo estrangeiro que roubou um camião e que teve um despiste e que os matou na hora.... Esse individuo até hoje não foi julgado... A partir dai imagina-se um pouco o desespero e o caco dessa Senhora.... Diz ter uma casa na Calçada do Monte em Lisboa, que está velha, é dela e que com pena não irá pagar o IMI da mesma... Segundo ela, já recorreu á Santa Casa, há Segurança Social e nunca teve qualquer tipo de apoio, chegando ao cúmulo de a Assistente social lhe dizer que era melhor vender a casa dela, ao qual a Senhora respondeu " e a Menina dá-me um sitio para morar?". Como proprietária não consegue ter nenhum apoio financeiro de parte nenhuma instituição.

Passa fome, por vezes vai a uma pastelaria pedir um pão e respondem-lhe que não e " segundo ela, á noite vai ao caixote da mesma pastelaria e é só pão e bolos no caixote do Lixo". Diz ser diabética, tem um cão que tem epilepsia e que à uns dias que não lhe compra a medicação..... Disse-me que existe uma senhora que de vez em quando lhe traz uma saca de ração para os cãezinhos ali na Rua Augusta.... Disse-me igualmente que quando faz 20 euros em esmolas, fica 2 dias em casa., comprando alguma comida para os cães e algo para ela.... Já foi igualmente acusada de maus tratos aos animais por os utilizar para pedir. Mas se maus tratos aos animais é isso , então a maior parte das pessoas mal trata os seus, porque aqueles animais vê-se que não passam fome, estão bem tratados. Segundo a Senhora, ela pode passar fome, mas os seus meninos nem pensar.

Disse-lhe que devia tentar reagir e dar a volta em memória do filho e nomeadamente por causa dos seus meninos ( cães), o que ela disse que era bom, mas que uma pessoa sozinha não tem força para se reerguer e sem qualquer tipo de apoio é muito difícil. Diz que se não fossem os filhos de 4 patas que tem já tinha desistido de viver. Mostrou-me uma carteira com fotografias dela quando era nova e do filho. E que a profissão dela é professora.

Passei algum tempo junto dela e fui surpreendentemente surpreendida com uma belas lambidelas daqueles 3 belos exemplares, dei-lhe alguma ajuda e como já tinha feito os seus 20 euros, ia-se embora para o que lhe resta da casa e ia comprar comida para ela e para os seus 3 " filhos".
Tal como a História triste do António, esta é mais uma das muitas histórias do nosso País em que muito se podia fazer assim existisse vontade, mas que nada se faz. Quem de direito não olha para estes e outros casos, pois não interessam, não são cidadãos votantes. Partilhem Amigos estas tristes histórias pelos vossos Amigos e quem sabe todos juntos conseguimos fazer a diferença.

Alguém poderia comentar aqui, quem souber, quais as leis, onde se podem encontrar/ler as mesmas de como se faz para pedir isenção do IMI a quem não tem possibilidades de as pagar?
Agradecíamos muito, para tentar ajudar esta senhora e também para conseguirmos informar todos os idosos e mesmo todas as outras pessoas que conhecemos que se calhar têm direito à isenção e deixam de comer quando é altura de o pagar, para não perderem o seu lar!

2 comentários:

  1. Quem Tem Isenção de IMI?
    Quem tem direito a isenção de IMI em 2015? Se tem dúvidas acerca disto, saiba que o benefício foi alargado, abrangendo mais famílias de baixos rendimentos.

    Em 2015, são mais as famílias a beneficiarem de isenção de Imposto Municipal sobre os Imóveis (IMI). As chamadas isenções permanentes foram alargadas no âmbito do Orçamento do Estado para 2015. Na prática a isenção só se aplica em 2016, ano em que se paga o IMI de 2015.

    Valor de referência aumenta em 2015
    A partir de 2015, quem recebe menos de 15.295 euros anuais não paga IMI. É o valor que equivale a 2,3 vezes o Indexante dos Apoios Sociais (IAS), resultando num aumento do número de famílias a beneficiar da isenção de pagamento, já que no ano de 2014 o teto estava fixado em 14 630,00 euros.

    Mas não são as apenas os rendimentos que contam para saber se tem direito à isenção de IMI. Esta só é atribuída caso os imóveis do agregado não estejam avaliados em mais 66.500 euros. Neste caso, sem alterações no valor face a 2014, embora com uma diferença significativa: até essa altura o valor referia-se aos imóveis de um sujeito passivo passando em 2015 a ser considerados os imóveis detidos pelo agregado familiar.

    Apesar de se aumentar o número de beneficiários da medida, o valor de referência pode afetar alguns agregados. Isto porque não contempla apenas o edifício principal para habitação mas também espaços como garagens, arrumos e despensas.

    Como beneficiar de isenção?
    Se até 2014 os sujeitos passivos estavam obrigados a fazer prova anual de rendimentos para requerer a isenção de pagamento do IMI, em 2015 mudou a forma de atribuição. Essa isenção passa a ser feita de forma automática pela Autoridade Tributária e Aduaneira(AT). E é também automaticamente que um contribuinte pode perder a mesma isenção. Basta que ele próprio ou outro elemento do agregado familiar se atrase nos prazos de entrega de IRS.

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  2. Não: tem de ter cumulativamente rendimentos muito, muito baixos (muito abaixo da linha da "pobreza" e avaliação da casa muito baixa também. Em Lisboa não há casas habitáveis no valor que permite isenção. Assim uma pessoa que ten rendimentos 0 (zero) e tenha uma casa em Lisboa mesmo que pobrezinha não está isenta. É caso único a nivel europeu onde os desempregados/doentes/deficientes têm sempre ou isenção ou ajudas para pagar o "IMI". Aqui em Portugal até o chefe das finanças ganha um bónus por penhorar os pobres. A única coisa possível e certa é pedir Apoio Jurídico à Segurança Social (requerendo isenção de custas) e instaurar um processo contra as Finanças alegando carência de meios e inconstitucionalidade do Imposto à luz da (in)Capacidade Contributiva definida na Lei Geral Tributária.

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